sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dicas para aspirantes a tradutor e intérprete

Eu já comentei sobre estar na faculdade em posts anteriores, mas nunca revelei meu curso. Pois bem, se vocês estão pensando que faço Letras-Tradutor e Intérprete, acertaram. Estou no primeiro ano,e uma das disciplinas é Teoria e Técnicas de Tradução. Parte da metodologia da minha professora é nos mostrar entrevistas feitas pelo tradutor Petê Rissatti com outros tradutores consagrados. Isso é de incrível valor, porque é como receber dicas pessoalmente. As dicas que colocarei agora são retiradas dessas entrevistas ( que infelizmente não se encontram mais online) e também de outras fontes, todas reveladas. Espero que gostem.


  • Isa Mara Lando: É preciso praticar bastante, como em qualquer outra profissão. Ler, escrever e pesquisar, ampliar o vocabulário em inglês. Ler os bons autores e bons jornalistas nas duas línguas, inglês e português. Hoje em dia tudo é tão fácil- o New York Times está ao alcance de qualquer um, basta ter internet. Nos sites onelook e thefreedictionary temos acesso imediato e gratuito aos melhores dicionários, como Oxford, Cambridge, American Heritage, dicionários etimológicos etc.
           Acho importantíssimo morar algum tempo em país de língua inglesa, fazer um        intercâmbio ou pelo menos uma viagem longa por lá.
              (...) É preciso primeiro ter algo de sólido para oferecer- viajar, ler, estudar, adquirir   conhecimentos, te ruma cultura geral ampla e variada.





  • Carolina Caires Coelho: Todo tradutor que eu passo a saber da existência é procurado na internet por minha pessoa. Eu achei a Carolina no LinkedIn, e em resposta a um comentário meu, ela disse que por ser um mercado difícil, quanto mais cedo você começar, melhor. Olha o que ela diz na entrevista com o Petê Rissatti: (...) para cada hora de estudo do idioma de partida, "gaste" duas estudando o idioma de chegada. Leia muito sobre tudo. Duvide sempre de si mesmo; consulte dicionários, gramáticas, todos os recursos possíveis. Não tem muita experiência? Ninguém nasce experiente em nada. Você vai cometer erros; todos nós passamos por eles, em qualquer profissão e em qualquer nível de desenvolvimento. Mas compense a falta de traquejo com outros predicados: pontualidade, profissionalismo e força de vontade são um bom ponto de partida.


  • Quando for pensar na sua especialização, veja algo que você saiba MUITO, que talvez já tenha feito um curso específico naquela área, fora do mundo tradutório. Não basta ter feito alguns projetos em determinada área para se dizer especializado. (Translation Times)

  • Beatriz Rose: É uma excelente opção para alguém que, além de dominar os idiomas, seja detalhista e goste (ou pelo menos não se importe) de trabalhar sozinho. E uma coisa é certa: não há monotonia em termos de assuntos!


  •   No começo de Maio, a primeira intérprete do Brasil, Ângela Levy, esteve na Semana de Letras da Universidade São Judas Tadeu (meu cantinho), e dentre maravilhosas histórias, ela disse que nossa concabina (a outra intérprete que fica com você na cabine) deve ser sempre de confiança, alguém que você já conheça e estejam acostumadas a trabalhar juntas. Além disso, ela nos alertou que devemos sempre atualizar nosso vocabulário (eu tenho um caderninho de vocabulário para o inglês, espanhol e, como outra palestrante da semana salientou a importância, um também para o português).


  •  Adriana Machado: Interpretação não é coisa do outro mundo. Não é preciso ser uma espécie rara para conseguir. Mas também não é algo que você vá aprender traduzindo a CNN na sala de casa para a sua mãe. É necessário treinamento específico e o Brasil tem excelentes instituições que oferecem teoria e prática de alto nível. Cultura geral é outro item importantíssimo, leia tudo que aparece pela frente, nunca se sabe que exemplo ou historinha o palestrante vai usar para ilustrar a sua fala. E conheça pessoas. Seu colega é sua principal vitrine e seu maior aliado.


  • E se me permitem, agora é a vez da minha humilde dica. É muito importante praticar, então por que não entrar de colaboradora em sites? Aqueles amadores mesmo, onde você não vai ganhar dinheiro, mas vai aprender muito, como eficiência com rapidez, vocabulário, cultura, e  vai ter que passar por uns bons bocados com alguns enunciados truncados e aparentemente impossíveis de se traduzir, seja por causa das palavras, estrutura ou contexto. Essas vagas geralmente aparecem em fansites (já comentei em outro post que sou uma das tradutoras do onedirectionbr.com). Procure sites dos seus artistas favoritos e veja se eles estão precisando de alguém. E sobre interpretação: eu sempre ouço que ter excelente memória é essencial, então ativem sempre suas mentes!






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