sábado, 5 de outubro de 2013

Como é que se traduz "head over heels in love" ?

Essa era uma das expressões idiomáticas de um exercício da aula de Teoria e Técnicas de Tradução. A professora estava ouvindo várias sugestões, quando alguém fala: "cair de amores". Eu fiquei feliz, afinal foi isso que eu coloquei, mas minha amiga vira para a minha outra amiga e diz: quem fala "cair de amores"?!

Está aí mais um dilema da Tradução (e da vida, diga-se de passagem). O que é normal para mim não é para o outro. Então, como descobrir o que será visto como mais normal pelo leitor?

Primeiramente, o leitor quer ver algo normal? Entramos na questão do contexto. Jovem, velho, nativo, estrangeiro, hoje, antigamente, aula, conversa informal...São inúmeras situações, e aí o tradutor tem que ficar atento para não deixar-se levar pelo normal subjetivismo. É como dizem, temos sempre que ter uma pulga atrás da orelha. Uma das razões, como dito, é a diferença de nossas realidades.

Esse "problema" acontece mais com tradução literária e publicitária, já que elas aceitam mais variações. A cultura está intrinsecamente ligada às escolhas do autor/publicitário, e aí é hora de você correr atrás do pano de fundo sócio-histórico-político do texto que você estiver trabalhando. Portanto, é muito importante uma (duas, três) leitura atenta aos mínimos detalhes, aos mínimos pedaços dos fios, soltos e amarrados, que aparecem no texto. 

Concluindo, eu diria que o erro é muito relativo, e em poucas profissões isso se faz mais claro que na tradução.

E então, caíram de amores pelo meu artigo? Sintam-se livres para compartilhar suas opiniões.

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