sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

[Homenagem] Nelson Mandela, um exemplo de amor

Nelson Mandela não se foi. O corpo, sim; o legado, nunca.

Enquanto nos lembrarmos dele, o homenagearmos (e isso devemos fazer sempre, mais e mais), a sua força, a sua mensagem, o seu amor pelo mundo continuará a dar frutos, continuará a mover o mundo.

Um dos meus filmes favoritos é o Invictus, onde Morgan Freeman interpreta Mandela, na adaptação cinematográfica de uma história real: como o presidente da África do Sul uniu um país por meio do esporte, o rugby.

Algo assim tremendo só pode ser alcançado por alguém que ama. Ama de verdade. Ama o mundo, acima de todas sua mazelas. Porque o amor dá coragem. O amor dá esperança. O amor gera amor.

Nelson Mandela nos faz ter orgulho da humanidade. Faz-nos ter esperança na humanidade. É o exemplo de que as coisas boas são mais poderosas do que as ruins.

Abaixo está o poema "Invictus", do inglês William E. Henley, e uma tradução feita por André C. S. Masini. Esse poema foi forte fonte de inspiração para Mandela no exílio.

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid. 
It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


Invictus 
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza. 
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.



 Descanse em paz, Madiba.

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